Banco pede que funcionária utilize de sua sensualidade para atrair novos clientes

by Ana Julia Silva Saraiva in September 6th, 2021

Denúncias de assédio moral e de cobrança de metas abusivas em agências bancárias são muito mais comuns do que imaginamos, infelizmente.

No mês de setembro, em que se celebra a prevenção ao suicídio, é muito importante que a gente possa falar de situações cotidianas que levam ao adoecimento do trabalhador.

Precisamos lembrar que o trabalho fortalece a identidade e a dignidade da pessoa e que situações de assédio moral e de assédio sexual no ambiente de trabalho desencadeiam diversas patologias, como a depressão, por exemplo, que afetam diretamente a identidade e a dignidade do trabalhador e podem, infelizmente, levar ao suicídio.

O que é o assédio moral e sexual nas relações de trabalho?

O assédio moral é a exposição de pessoas a situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, de forma repetitiva e prolongada, no exercício de suas atividades.

Enquanto o assédio sexual é a conduta de natureza sexual, manifestada fisicamente, por palavras, gestos ou outros meios, propostas ou impostas a pessoas contra sua vontade, causando-lhe constrangimento.

Chega a ser contraditório pensar que uma atividade, que deveria enobrecer o ser humano, acaba, em razão de circunstâncias alheias a sua vontade, o adoecendo. Infelizmente, a prática de assédio moral e sexual entre diferentes hierarquias ou, até mesmo, entre colegas de mesma hierarquia, é uma prática ainda muito comum nos ambientes de trabalho.

Em recente decisão, por exemplo, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o Itaú Unibanco S.A. a indenizar uma empregada que, além de sofrer com cobranças abusivas de metas, conduta muito comum no ambiente bancário, era constrangida, por pedidos de sua gerência, a se vestir de forma mais sensual para atrair novos clientes

No processo, ficou comprovado que a gerente regional exigia que ela usasse batom vermelho, salto alto e saia mais curta nos locais de grande concentração de possíveis novos clientes próximos do local da agência.

A conduta da gerente levou a empregada a pedir demissão em razão da grave depressão desencadeada pela situação constrangedora que, diariamente, era submetida diretamente pela sua chefia.

O TST optou por majorar a condenação de R$8.000,00 para R$ 50.000,00, por entender que o valor anteriormente deferido não correspondia à proporção do dano sofrido pela empregada.

E você, passa por alguma situação constrangedora no trabalho? Não tenha medo de expor a situação, procure hoje mesmo os seus direitos.

Caso tenha ficado com alguma dúvida nos encaminhe uma mensagem AQUI.

Your cart